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Chamadas de revistas para publicação: INTERLetras - revista eletrônica
internacional de Letras e divulgação de material
Segue a divulgação de chamada para
publicação
Hugs 4 all
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INTERLetras - revista eletrônica internacional de Letras , Educação e
Cultura da UNIGRAN
ISSN 1807-1597
CHAMADA DE ARTIGOS PARA OS PRÓXIMOS NÚMEROS
PRAZO DE ENVIO DE ARTIGOS: ATÉ 07/12/07
Prezado(a) pesquisador(a)
A revista eletrônica internacional de Letras, Educação e Cultura da
UNIGRAN - a INTERLetras-, sob a coordenação da profª. Dr.ª Nara Sgarbi e do
prof. Ddo. Neurivaldo Campos Pedroso Júnior, informa que estará recebendo,
em caráter especial, artigos para os números 06 e 07. O número 06 terá como
tema "Reflexões sobre pesquisas em Lingüística" e o número 07 " Reflexões
sobre pesquisas em Literatura".
Os artigos deverão ser encaminhados para os endereços
sgarbi@unigran.br e
junior@unigran.br , até a
data limite de 07/12/07.
As normas editoriais estão disponíveis no endereço da INTERLetras:
www.unigran.br/interletras.
Solicitamos sua colaboração, divulgando a revista junto a seus colegas.
Atenciosamente
Professores Nara Sgarbi e Neurivaldo Campos Pedroso Júnior
KINDA E A MISANGA, A
ENCONTROS BRASILEIROS COM A LITERATURA ANGOLANA
AUTOR(ES):
RITA CHAVES, TANIA MACÊDO E REJANE VECCHIA
São Paulo: Editora da Unesp, 2007.
432 páginas.
SINOPSE:
Este livro reúne ensaios que buscam mapear a presença dos estudos
literários referentes a Angola no quadro das universidades brasileiras.
Trata-se de uma antologia que abriga ensaios sobre autores, obras e
problemas desse repertório, um espectro que revela as tendências de nossas
pesquisas e indica os centros em que a produção angolana desperta interesse.
ORELHAS:
Até as últimas décadas do século XX, eram poucos os estudiosos
empenhados em escolher as literaturas africanas de língua portuguesa como
tema de suas pesquisas, exceto uma linha aberta na USP pelos
professores Fernando Mourão e Maria Aparecida Santilli, que contava com
alguns seguidores. Atualmente, os estudos africanos ganharam novos contornos
e, a cada dia, reafirma-se a ligação que tentaram apagar, no passado,
setores hegemônicos de nossa sociedade. O Brasil vem procurando resgatar
essa memória, ajudando a desvelar as Áfricas existentes nas matrizes que
recortam nossa identidade. Além de São Paulo, têm-se unido nesse esforço
Estados como Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro e
Rio Grande do Sul, onde se espalharam instituições acadêmicas interessadas
nesse resgate. O saber produzido a partir dessa ampliação já é um patrimônio
de todos nós. Ele ainda pode crescer muito, se forem intensificadas as
trocas com estudiosos de tantas outras nacionalidades, com destaque para os
dos países africanos, cuja voz, ainda rara aos nossos ouvidos, é preciso
escutar com maior constância, apertando assim os laços que a história
comum, sob a atmosfera dramática do fenômeno colonial, acabou por firmar.
Este livro, sensível a esse apelo, começou a ser escrito na última década do
século XX, por sugestão do escritor angolano José Luandino Vieira. A
primeira parte resgata textos produzidos antes da guerra de 1992, em Angola,
que corresponde a um período importante no itinerário de seus autores. A
segunda atesta a vitalidade desse campo de estudos, incorporando trabalhos
de pesquisadores de várias regiões, que testemunham a diversidade de pontos
de vista e a pluralidade dos projetos de programas de graduação e
pós-graduação brasileiros. Esta coletânea cumpre, pois, uma função
extremamente importante, delineando para o leitor algumas trilhas seguidas
pela atividade criadora e pelo exercício crítico com relação à literatura
angolana.
Quarta capa Os estudos africanos permitem aprofundar os conhecimentos sobre
a África, afastando os riscos de se
perpetuar o processo de exotização do continente. No Brasil, pesquisas sobre
as literaturas africanas multiplicaram-se enormemente, nos últimos anos.
Este livro, nascido de uma sugestão do escritor José Luandino Vieira,
procura mapear a presença dos estudos literários referentes a Angola, no
quadro das universidades brasileiras, representando um rico encontro com
autores significativos da literatura angolana.
Sobre os autores Rita Chaves é doutora em Letras pela Universidade de São
Paulo, professora e coordenadora de Literaturas Africanas de Língua
Portuguesa na mesma instituição. É pesquisadora associada do Centro de
Estudos Afro-Asiáticos da Universidade Cândido Mendes. Tania Macêdo é
livre-docente em Letras pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de
Mesquita Filho" - UNESP, é professora de Literaturas Africanas de Língua
Portuguesa na Universidade de São Paulo, onde coordena o Programa de
Pós-Graduação
em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa. É colaboradora no
Mestrado em Letras da Universidade Agostinho Neto, de Angola. Rejane Vecchia
é doutora em Letras pela Universidade de São Paulo, professora de
Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na mesma universidade. Tem
artigos publicados em periódicos na área de literaturas de língua
portuguesa.
SUMÁRIO:
Apresentação Um colar de contas amigadas (Rita Chaves e Tania Macêdo)
PARTE I O percurso da angolanidade do século XIX a Arnaldo Santos Benilde
Justo Caniato Reimaginando a nação Benjamin Abdala Júnior O ethos
revolucionário da obra de Luandino Vieira Elisalva Madruga Dantas O problema
da autonomia e da denominação da literatura angolana Fernando Augusto
Albuquerque Mourão Ficção e guerra angolana: a perda da inocência Laura
Cavalcante Padilha Mulheres angolanas: um viés alegre da resistência
cultural Maria Aparecida Santilli A identidade nacional na dramaturgia
angolana : A revolta da casa dos ídolos e A pele do diabo Maria Elena Ortega
Ortiz Assumpção Mestre Tamoda: colonialismo e resistência Maria Luiza Ritzel
Remédios Identidade em questão e questões de identidade em duas obras de
Manuel Rui Maria Luiza Scher Pereira Ruy Duarte de Carvalho: a educação pela
terra Rita Chaves Luminosa lucidez em Tarrafal de Santiago (Uma leitura de
poemas de António Jacinto) Tania Macêdo Os velhos e os novos feiticeiros nas
estórias de Luandino Vieira Virgínia Maria Gonçalves PARTE II A gloriosa
identidade: a afirmação da literatura africana num romance de Pepetela
Audemaro Taranto Goulart Imagens de um Kalunga colonial Benjamin Abdala
Junior A poesia angolana atual e a procura de outras formas de politização
Carmen Lúcia Tindó Secco Trajetória
crítico-poética de David Mestre Elisalva Madruga Dantas "De onde viemos,
nada há para ver": Aspectos da oralidade em Nós, os do Makulusu, de José
Luandino Vieira Fabiana B. Carelli Marchezini De rubricas e de oralidades: o
papel das didascálias no cenário dramatúrgico de matriz africana em língua
portuguesa Íris Maria da Costa Amâncio Cartogramas ( Ficção angolana e o
reforço de espaços e paisagens culturais) Laura Cavalcante Padilha Os
caminhos do sol: um estudo comparativo entre Sagarana e Luuanda Liliane
Batista Barros João Guimarães Rosa e José Luandino Vieira: a voz e a letra
Maria Aparecida Santilli Discursos sobre a África e fantasmagorias coloniais
em obras de Mia Couto e Pepetela Maria de Fátima Maia Ribeiro Cenas da
poesia angolana: João Maimona Maria Nazareth Soares Fonseca Literatura,
história e cotidiano nas Estórias do musseque, de Jofre Rocha Marilúcia
Mendes Ramos Pelos olhos do menino, a camaradagem e sinais das
mudanças na Angola do pós- independência Marina Ruivo Quem deve comer
lagostas? (Reflexões sobre os estudos pós-coloniais a partir de alguma
ficção de Pepetela e Agualusa) Mário César Lugarinho A circularidade
inacabada de Paula Tavares Prisca Agustoni Entre passado, presente e futuro,
o materno mar Rejane Vecchia da Rocha e Silva Modos de ver e escrever o
mundo em Ruy Duarte de Carvalho Rita Chaves Demandas de um mundo
contemporâneo: Agualusa, paixão e escrita da fronteira. Silvio Renato Jorge
Tania Macêdo: Monandengues, pioneiros e catorzinhas: crianças de Angola (15
páginas) Fernando Costa Andrade: poeta angolano em luta Vera Lúcia de
Oliveira Macherani Formulações utópicas em Yaka, de Pepetela e Levantado do
chão, de José Saramago Vima Lia Martin O Tirésias angolano em Mãe, materno
mar, de Boaventura Cardoso Virgínia Maria Gonçalves |